AQUARELA – poesia das cores
O pincel mergulhando na cor, para o passeio poético das
águas: suaves ou profundas, as águas da aquarela nos desafiam a compor nos
meios flúidos que afloram com vontades próprias e instáveis.
AQUARELA, como a conhecemos hoje, deve ter suas origens
ligadas à história do papel, cuja descoberta, na China, ocorreu cerca de dois
séculos antes da era cristã.
A partir do século XVI a aquarela se prestou para ilustrar
cenas nativas das expedições ao Novo Mundo.
Como processo independente, a aquarela surgiu no ocidente e constituiu-se em hábito de atelier, apenas na segunda metade do século XVIII. O processo atingiu sua plenitude na Inglaterra e Alemanha, com a adesão de grandes mestres como William Turner, Constable, Macke, Nolde, Kandinsky, Miró, Arp, Klee e outros.
Como processo independente, a aquarela surgiu no ocidente e constituiu-se em hábito de atelier, apenas na segunda metade do século XVIII. O processo atingiu sua plenitude na Inglaterra e Alemanha, com a adesão de grandes mestres como William Turner, Constable, Macke, Nolde, Kandinsky, Miró, Arp, Klee e outros.
O primeiro passo para desenhar com aquarela é conhecer o círculo das cores, que nos dá todas as possibilidades a partir das 3 cores primárias: amarelo, magenta e azul ciano.
Faça o círculo e comece por elas, passando depois às graduações secundárias, que são as misturas entre duas primárias.
A mistura entre uma cor primária e uma secundária oposta produzirá a cor terciária ou neutra (cor na sombra).
Escalas complementares opostas de neutralização
Material básico para aquarela: 1 conjunto de aquarela em bisnaga ou líquida, 1 bloco 300g p/aquarela, 1 pincel ponta redonda nº 16 a 20, lápis 3B ou aquarelável, esponja p/texturas, escova dental p/respingar, boleador p/linhas.
Para trabalhos ao ar livre, pode-se optar por um conjunto de pastilhas em estojo, prático para a ocasião.
amarelo e roxo + magenta
magenta e verde + amarelo
azul e vermelho + magenta
As cores opostas irão formar uma área de mescla neutra e as cores vizinhas irão formar uma nova cor.
Exercícios:
1.
- Selecione um par de complementares + uma análoga vizinha
- Pingue a tinta pouco diluída sobre um vidro, deixando espaços.
- Coloque a folha de papel e retire devagar. Secar inclinado.
2.
- Fazer um degradê começando bem concentrado e depois aguando, até chegar no branco, cada lado da folha de uma cor.
- Usar uma folha natural com nervuras bem visíveis, passar nela um pincel deitado só nos relevos e bordas, carimbar no papel.
- Manchar a folha conforme a cor do fundo.
3. Repetir o exercício, criando colagens, cuidando para não sobrecarregar o conjunto. A ênfase deve ser da aquarela.
4. Respingado. Primeiro aquarelar as frutas. Fazer bloqueio com uma folha de papel ou formato circular (prato). Respingar com escova em duas ou mais cores. Quando houver sobreposição, limpar rapidamente com pincel a área da figura respingada.
5.Esponjado. Preparar uma ou duas cores no prato. Pressione de leve a esponja no papel e espere secar. Evite "enxugar" a aquarela. Sobre o fundo esponjado passe uma aguada de outra cor, integrando a forma. Pense em uma figura e crie a partir do que é sugerido.6. Fundo com sobreposição de figura
- Após fazer o fundo, faça o desenho e remova com água um pouco, sem anular completamente o fundo.

7. Marinhas
- Umedeça algumas áreas onde a cor irá se espalhar. Deixe algumas áreas secas que vão preservar o espaço branco e separar as cores.
8. Aquarela líquida
- preparar as tonalidades com as 3 cores primárias.
9. Aquarela ao ar livre/ paisagem
- Fazer o desenho e os contrastes mais importantes
- Acabamentos posteriores em casa, com ajuda de foto.
10. Flores e jardim
- Para fazer as flores e folhas, molhar o local e acrescentar pequenos toques de cor.
- procurar flores e elementos vegetais no jardim e montar uma composição. Pode-se encontrar infinitas possibilidades, usando flores, folhas, gravetos, musgos, pedras... pequenos insetos...
11.Abordagem histórica
- Composição: Centro Cultural Deutsche Schule, Igreja da Paz com detalhe da cúpula com data de fundação e antiga palmeira; colagem com frase de Rilke.
- Composição: Museu de Arte de Joinville com lago de ninféias e cúpula com data da construção.
- Composição: Casa histórica composta em fragmento com pássaro local.
- Composição: Cemitério do Imigrante de Joinville
12. Releitura de fotos antigas, usando tonalidades em ocres e sépia.
13. Aguada de nanquim
- preparar três tonalidades de saturação: 1/5, 1/10 e 1/20 gotas
- para começar, umedecer o papel onde será trabalhado
- para texturas secas, usar o pincel deitado e com pouca tinta
- frisos em linha escura são feitos pelo boleador, em papel ainda molhado.
- Aguada e colagem: frotagem de tecelagem e fio
- paisagem urbana
14. Aquarela botânica
- representação fiel das características do modelo, usado para fins científicos.
- Margaret Mee foi expoente nesta abordagem, ilustrando elementos da flora amazônica, entre outros.
15. Cartão de Natal
As aquarelas e artes em geral, que utilizam referencias de outros autores, sempre devem mencionar a autoria da fonte.
Aquarela de Asta dos Reis, inspirada em foto de Vilmar Horlandi
















